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Mostrando postagens de julho, 2017

As ciências humanas e a guerra cultural no Brasil

Se quisermos um país com capacidade de formulação de políticas públicas eficazes, precisamos das ciências humanas na pesquisa e na educação. Independente do debate esquerda / direita, que se bem colocado pode até ser muito produtivo (o que não é o caso do Brasil atual, infelizmente), as ciências humanas têm um papel a cumprir na sociedade Marcos Napolitano Uma das facetas da “guerra cultural” entre a esquerda e a direita que o Brasil vive atualmente é a crítica generalizada às ciências humanas. Dois conjuntos de críticas podem ser lidas e ouvidas nos mais diversos meios de comunicação e espaços sociais: a opinião pública de extrema direita, a direitona tosca, acha que as ciências humanas “são um antro de esquerdistas”, ou “esquerdopatas”, como preferem dizer. A direita liberal, que se quer mais civilizada, afirma que as ciências humanas são simplesmente inúteis e gastam dinheiro precioso das agências de pesquisa e horas preciosas dos alunos que deixam de aprender o que interessa n...

NÃO SE ENGANE: É PRIMAVERA NO BRASIL!

julho 01, 2017 Por FRANCISCO CARLOS TEIXEIRA DA SILVA Professor titular de história moderna e contemporânea da UFRJ e do CPDA da UFRRJ Muitos brasileiros tinham esperança, ou ao menos expectativas, na atuação da Justiça. Mesmo sabendo que os tribunais brasileiros são lentos, formais e que se expressam num leguleio que poucos entendem – mesmo assim! – esses brasileiros tinham esperanças. Não podíamos crer, materializar, o dito antigo de que a Justiça no Brasil é feita – E com dureza! – apenas para ladrão de galinhas. “Para os amigos tudo, para os inimigos a Lei!”. Nem muito menos podíamos imaginar que seria através de tribunais brasileiros que interesses estrangeiros declarariam guerra ao Brasil. Uma guerra de novo tipo: uma guerra sem guerra, ou seja, uma guerra que usa meios não bélicos para destruir, solapar, aniquilar a capacidade do adversário. Assim, utilizando-se de modernos meios tecnológicos – mídias digitais, propaganda massiva, formação de quadros de elite...

“Marxismo cultural”, fantasma da direita tacanha

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( O pequeno Kataguiri com seus gurus: Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro) Após a Guerra Fria, intelectuais norte-americanos passaram a ver em Gramsci, Lukacs e Marcuse os devassadores da família ocidental. Alguns brasileiros copiaram esta crença (Por  Jason Wilson , no  The Guardian  | Tradução  El Coyote ) O que o colunista australiano Nick Cater, o grupo de ódio de videogame #Gamergate, o assassino em massa norueguês Anders Breivik e indivíduos aleatórios no YouTube têm em comum? Além de todo o resto, todos invocaram o fantasma do “marxismo cultural” para explicar o que não gostam – tais como as comunidades de imigrantes islâmicos, o feminismo e o líder da oposição [no parlamento australiano] Bill Shorten. Do que eles estão falando? O conto varia varia nas conversas, mas a teoria do marxismo cultural é parte integrante da vida fantasiosa da direita contemporânea. É como um espelho insano, que reflete coisas que realmente aconteceram, ...