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Mostrando postagens de 2017

Como Voltaire ficou rico graças a um erro da loteria francesa

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O filósofo deixou claro que se uma série de atos são legais separadamente eles não podem ser ilegais em seu conjunto JAIME RUBIO HANCOCK 21 DEZ 2017 Voltaire garantiu sua independência financeira jogando na loteria. Quando falamos em prêmio de loteria, é comum que muitos digam: “A loteria é um imposto que  incide sobre aqueles que não sabem matemática ”. A menos que o sorteio não seja bem pensado, porque então é uma  oportunidade para os matemáticos . Por exemplo, para Charles Marie de La Condamine e seu amigo, o filósofo Voltaire, que ficaram ricos cerca de 300 anos atrás graças a um erro na loteria francesa na época. Isto também é explicado pelo filósofo Roy Sorensen no seu  Cabinet of Philosophical Curiosities ( Gabinete de Curiosidades Filosóficas ): em 1728, o governo francês não podia pagar os juros de seus títulos. O ministro das Finanças teve a ideia de oferecer aos detentores desses títulos a possibilidade de comprar números de loteria por um mi...

A arte de manipular multidões

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Técnicas para mentir e controlar as opiniões se aperfeiçoaram na era da pós-verdade ( ÁLEX GRIJELMO 28 AGO 2017 - 19:33 CEST ) A  era da pós-verdade  é na realidade a  era do engano e da mentira , mas a novidade associada a esse neologismo consiste na popularização das crenças falsas e na facilidade para fazer com que os boatos prosperem. A mentira dever ter uma alta porcentagem de verdade para ser mais crível. E terá ainda maior eficácia a mentira composta totalmente por uma verdade. Parece uma contradição, mas não é. Na sequência analisaremos como isso pode acontecer. A pós-mentira Hoje em dia tudo é verificável e, portanto, não é fácil mentir. Mas essa dificuldade pode ser superada com dois elementos básicos: a insistência na asseveração falsa, apesar dos desmentidos confiáveis; e a desqualificação de quem a contradiz. E a isso se soma um terceiro fator: milhões de pessoas prescindiram dos intermediários de garantias (previamente desprestigiados pelos ...

RESOLUÇÃO

Os dias da Comuna (*) Bertold Brecht 1. Considerando nossa fraqueza os senhores forjaram Suas leis para nos escravizarem. As leis não mais serão respeitadas Considerando que não queremos mais ser escravos. Considerando que os senhores nos ameaçam Com fuzis e com canhões Nós decidimos: de agora em diante Temeremos mais a miséria do que a morte. 2. Consideramos que ficaremos famintos Se suportarmos que continuem nos roubando Queremos deixar bem claro que são apenas vidraças Que nos separam deste bom pão que nos falta. Considerando que os senhores nos ameaçam Com fuzis e canhões Nós decidimos, de agora em diante Temeremos mais a miséria que a morte. 3. Considerando que existem grandes mansões Enquanto os senhores nos deixam sem teto Nós decidimos: agora nelas nos instalaremos Porque em nossos buracos não temos mais condições de ficar. Considerando que os senhores nos ameaçam Com fuzis e canhões Nós decidimos, de agora em diante Temeremos mais a miséria do ...

A escola dos Annales

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(November 20, 2017    Por: Leonardo Eugênio da Silva) Na primeira metade do século XX em Estrasburgo, na França, Marc Bloch e Lucien Febvre fundaram a revista Annales d'histoire économique et sociale. A fundação desta, em 1929, inaugurou uma nova corrente historiográfica, constituindo um passo de grande importância para toda historiografia do século XX, inclusive, relevante até os dias atuais. Bloch e Febvre colocavam-se em oposição direta a Escola Metódica, tradição historiográfica vigente em sua época, dita "positivista", que cultivava uma obsessão por fontes escritas (oficiais) e acreditava poder chegar a uma verdade histórica por meio da crítica minuciosa desses documentos. Os Annalestrouxeram uma nova perspectiva historiográfica, a história-problema, substituindo a tradição anterior da narrativa de acontecimentos, que se contentava apenas com o âmbito político dos eventos. As inovações trazidas já no primeiro momento pela a ...

História das “telhas feitas nas coxas” revela ignorância nacional sobre arquitetura

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Para fazer uma dessas telhas que comumente ouvimos dizer ter sido feita nas coxas dos escravos, o trabalhador deveria ter, pelo menos, 3,50 metros de altura por  Key Imaguire Junior 16/11/2017                                                             Foto: Mark Heard/ VisualHunt Telhas nas coxas Talvez a arquitetura seja, além de uma uma das mais importantes, uma das mais desconhecidas áreas da nossa cultura. Depois de esclarecer em aulas, textos, e até ter feito viagem para evitar a propagação de uma bobagem recorrente, volta e meia temos conhecimento de que persiste a desinformação e o que é pior, por parte de pessoas que não poderiam ser o “mosquito transmissor” de tal tolice. A mais recente foi uma professora, levando — o que é muito louvável – seus alunos para visitar a Casa Romário Martins, mas semeand...

Proclamação da República: por que, 128 anos depois, historiadores concordam que monarquia sofreu um ‘golpe’

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(Vinícius Mendes - 15 novembro 2017) O quadro 'Proclamação da República', de Benedito Calixto; movimento que questiona rompimento com a monarquia ganhou força com as redes sociais | Imagem: Centro Cultural São Paulo Meses após o Marechal Deodoro da Fonseca enganar a própria mulher, burlar as recomendações médicas e levantar da cama - onde havia passado a madrugada daquele 15 de novembro febril - para proclamar a República brasileira, o país já conhecia a primeira crítica articulada sobre o processo que havia removido a monarquia do poder em 1889. Escrito pelo advogado paulistano Eduardo Prado, o livro  Os Fastos da Ditadura Militar no Brasil , de 1890, argumentava que a Proclamação da República no Brasil tinha sido uma cópia do modelo dos Estados Unidos aplicada a um contexto social e a um povo com características distintas. A monarquia, segundo ele, ainda era o modelo mais adequado para a sociedade que se tinha no país. Prado também foi o primeiro autor a cons...

Uberização do trabalho: subsunção real da viração

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O Uber torna evidente a tendência de transformação do trabalhador em microempreendedor e em trabalhador amador produtivo.  Publicado em  22/02/2017 Por  Ludmila Costhek Abílio . * Artigo publicado originalmente no site  PassaPalavra . Entre salões e  apps Em outubro de 2016, o governo de Michel Temer sancionou uma lei que passou desapercebida nos embates sobre as terceirizações. A lei “Salão parceiro – profissional parceiro” desobriga proprietários de salões de beleza a reconhecerem o vínculo empregatício de manicures, depiladora(e)s, cabelereira(o)s, barbeiros, maquiadora(e)s e esteticistas. O estabelecimento torna-se responsável por prover a infraestrutura necessária – os demais trabalhadores seguem sendo reconhecidos como funcionários – para que suas “parceiras” e “parceiros”, agora legalmente autônomos, realizem seu trabalho. Assim, aquela manicure que trabalha oito horas por dia ou mais, seis vezes por semana, para o mesmo salão, poderá s...